Arte e Sangue

Arte e Sangue

 

 
A arte me toma
toma que leva meu corpo
Toma que eleva-me morto
Toma e espalha em meu rosto
Enrubescido, mas não emudecido
 
Não é a arte, mas a ciência que explica
A tensão do momento intensifica
É quente, circula e espalha
mesmo assim, pintado de sangue por dentro meu rosto
eu não tenho vergonha na cara
Venho aqui e faço o que gosto
A arte não para no tempo,
O tempo na arte... não para!