Despedida de Salamanca

O nó na garganta quer se desatar,
Ele, sozinho, contém as lágrimas,
Por ti, Salamanca, vale a pena chorar
Mas há algo que vale anda mais
Algo que no meu peito tem abrigo
Que levo na memoria, mas não estarão comigo
Falo da multidão de irmãos, da multidão de amigos
Falo além da razão, com emoção e com todo sentido

Se eu choro, passa a dor
E, se a dor é o que me resta,
Me farei este favor
De chorar não terei pressa

Apreciar a dor no meu peito não é querer-me males
É apenas "echarse de menos" de respirar teus ares
Respiro fundo,
Respiro fundo....

Respiro fundo outra vez....